[Resenha] Cactus para o jantar

Nem todo quadrinho começa com um encontro fofo ou uma faísca romântica. Cactus para o jantar (2018), de Gabriel Dantas, faz o caminho inverso e já abre com um término (seco, direto e desconfortável), como muitos são na vida real. A garota pede uma definição para o relacionamento; a resposta vem em forma de ruptura. O garoto ainda tenta a saída padrão, o famoso “vamos continuar amigos”, prontamente recusado. Esse mal-estar inicial não é só um ponto de partida narrativo: ele dá o tom de uma história interessada em afetos desalinhados, expectativas frustradas e vínculos que raramente se equilibram dos dois lados.

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