[Criador e Criatura] Carcará: o cangaceiro indomável do sertão criado por Beto Potyguara

Carcará é um cangaceiro fictício do sertão nordestino criado pelo professor, roteirista e quadrinista Beto Potyguara. Protagonista de histórias que dialogam com a literatura de cordel e com o imaginário da cultura popular, o personagem atravessa narrativas marcadas por pelejas improváveis com figuras históricas e folclóricas. Irreverente e valente, Carcará vive aventuras que misturam humor, poesia rimada e o espírito fantástico do sertão.

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[Resenha] Bicho Bom

Com roteiro de Beto Potyguara, arte de Yuri Pablo e capa de May Santos, Bicho Bom é uma distopia que mistura humor, crítica social e sátira de gênero. Em um futuro devastado por sucessivas pandemias e pela cisão entre elites econômicas e os chamados “párias”, a humanidade foi drasticamente reduzida. A história se passa em Nordesterra, último reduto habitável, onde emergiram feras evoluídas de aparência humanoide que passaram a rivalizar com os remanescentes humanos.

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[Resenha] Coletânea Potiguar de Quadrinhos

A Coletânea Potiguar de Quadrinhos (2016) se apresenta como um panorama expressivo da produção de HQs no Rio Grande do Norte, reunindo obras de estilos, gêneros e propostas bastante distintas. A coletânea aposta justamente na diversidade: do intimismo existencial à ficção científica política, do horror místico à sátira de super-heróis, passando pela crítica social e pelo resgate histórico.

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[Resenha] 1817 – A Revolução Republicana no Rio Grande do Norte

Há histórias que precisam ser desenterradas e revisitadas para que tenham seu sentido compreendido pelas novas gerações. 1817 – A Revolução Republicana no Rio Grande do Norte (2011) parte exatamente desse gesto simbólico; a HQ se inicia em 1995, na Igreja Matriz de Natal, quando um grupo de pesquisadores escava o local em busca dos ossos de André de Albuquerque Maranhão que ali teria sido sepultado. Esse recurso de enquadramento contemporâneo funciona como gatilho para um longo flashback histórico, que passa a reconstruir os acontecimentos que levaram André de Albuquerque de líder revolucionário a mártir de uma revolta fracassada.

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[Resenha] Cactus para o jantar

Nem todo quadrinho começa com um encontro fofo ou uma faísca romântica. Cactus para o jantar (2018), de Gabriel Dantas, faz o caminho inverso e já abre com um término (seco, direto e desconfortável), como muitos são na vida real. A garota pede uma definição para o relacionamento; a resposta vem em forma de ruptura. O garoto ainda tenta a saída padrão, o famoso “vamos continuar amigos”, prontamente recusado. Esse mal-estar inicial não é só um ponto de partida narrativo: ele dá o tom de uma história interessada em afetos desalinhados, expectativas frustradas e vínculos que raramente se equilibram dos dois lados.

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[Resenha] Condenável

Ambientado na vila de Bedburg, na Alemanha, Condenável (2013) se constrói como um quadrinho sombrio e silencioso, mais interessado em sugerir do que em afirmar. A narrativa [com roteiro de Marcos Guerra e arte de Paulo Sérgio] se inicia quando um grupo de caçadores encontra, em plena mata e sob a luz da lua cheia, um homem sujo e coberto de sangue que não é seu. Esse homem é Griswold Übbel, figura associada a uma sequência de assassinatos e desaparecimentos de mulheres e crianças que há anos assombram a região, crimes envoltos em lendas sobre lobos e forças sobrenaturais.

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[Resenha] Marieta – Do litoral ao sertão

Marieta – Do litoral ao sertão (2025), com roteiro de José Veríssimo e Jú Veríssimo e arte de José Veríssimo, acompanha a vovó Marieta, ao lado da inseparável Netinha e do simpático alienígena Etzinho, numa jornada que atravessa biomas do Rio Grande do Norte em busca de um tesouro misterioso deixado pelo tio Zé, um ex-explorador que, já idoso, deseja passar adiante um legado de preservação ambiental.

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[Resenha] Maturi – Especial 40 Anos

Maturi – Especial 40 Anos (2016) é uma edição comemorativa que celebra não apenas a longevidade da revista, mas também sua função como laboratório criativo, espaço de resistência editorial e vitrine do quadrinho potiguar. Reunindo autores de diferentes gerações, estilos e temáticas, a HQ funciona como panorama de quatro décadas de produção local, trazendo histórias curtas que dialogam com identidade, crítica social, humor, memória e patrimônio cultural. O resultado é uma coletânea heterogênea que assume suas diferenças estéticas como parte de sua força editorial.

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[Resenha] Historinhas Peregrinas  

A coletânea Historinhas Peregrinas (2024), assinada por Marcos Guerra em parceria com artistas como Victor Negreiro, Natália Medeiros e Lu Vanessa, reúne narrativas curtas que exploram o fantástico, o poético e o cotidiano sob um olhar sensível e inventivo. As Histórias em Quadrinhos que compõem o volume têm em comum o gosto pela simplicidade das situações e o modo como transformam pequenas histórias em parábolas sobre o tempo, a imaginação e o autoconhecimento. 

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[Resenha] As Sátiras em Quadrinhos de Zé Areia 

Na HQ As Sátiras em Quadrinhos de Zé Areia (2013), o artista Carlos Alberto resgata as histórias irreverentes de uma das figuras mais emblemáticas do folclore urbano natalense: José Antônio Areia Filho, o Zé Areia. Inspirada em um personagem real que viveu em Natal e que ganhou notoriedade na cidade na primeira metade do século XX, a obra retrata um sujeito boêmio, astuto e improvisador, cujos traços o consagraram no imaginário popular como símbolo do típico “malandro nordestino” que sobrevive com engenhosidade e bom humor. 

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[Resenha] O dia que Natal mudou o mundo em quadrinhos

O dia que Natal mudou o mundo em quadrinhos (2024), História em Quadrinhos com roteiro de Luiz Elson e arte de Carlos Alberto, revisita um dos episódios mais marcantes da história potiguar e brasileira: a transformação de Natal durante a Segunda Guerra Mundial, a partir da instalação da base aérea de Parnamirim e da presença de tropas norte-americanas na região. A obra procura mostrar não apenas o impacto geopolítico do período, consolidado pelo encontro entre Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt em 1943, mas também as mudanças sociais, econômicas e culturais que alteraram o cotidiano da população local.

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[Resenha] Quantum

A revista Quantum (2011) apresenta um conjunto de histórias que exploram universos distintos, calcados na ação, fantasia e ficção científica. As duas HQs principais, Fairy Justice e Broken Blvd, demonstram a narrativa de Eric Palicki (roteiro) e a expressividade de Wendell Cavalcanti (arte), em tramas que compartilham qualidades em ritmo, clareza visual e força temática.

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