[Resenha] Maturi nºA

Em 1976, chegava às mãos dos leitores potiguares uma publicação que ocuparia um lugar particular na história dos quadrinhos produzidos no Rio Grande do Norte. Editada por Enoch Domingos, um de seus criadores ao lado de Aucides Sales, Maturi nº A reunia, em apenas 16 páginas, histórias marcadas pelo humor, pelo absurdo e por uma irreverência pouco comum para a época. Sales é também o principal ilustrador da edição de estreia da revista, participando da maior parte das histórias.

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Walfredo Brasil: o professor que fez dos quadrinhos seu sacerdócio

Quando se fala na história das Histórias em Quadrinhos potiguares, poucos nomes exercem influência tão decisiva quanto o de Walfredo Brasil. Professor, pesquisador e um grande defensor da linguagem dos quadrinhos no estado, ele foi o principal articulador do movimento que organizou e fortaleceu a produção de HQs no Rio Grande do Norte a partir da década de 1970. Mais do que um dos fundadores do Grupo de Pesquisas e Histórias em Quadrinhos (Grupehq), Walfredo tornou-se referência para diferentes gerações de artistas, ajudando a consolidar os quadrinhos como ferramenta de educação, comunicação e expressão cultural.

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[Onomatopeia Entrevista] PETECO! Marcelo Janú entre o design, a experimentação e os quadrinhos independentes

Marcelo Janú vem construindo uma trajetória marcada pela diversidade de projetos. Sua produção reúne trabalhos autorais e participações em coletâneas voltadas ao fortalecimento do mercado de quadrinhos brasileiros.

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[Resenha] Potiguaçu

Potiguaçu (2017), de Anderson Gomes, mergulha no imaginário popular natalense para transformar lendas urbanas em narrativas gráficas. Com esse intuito, a HQ resgata histórias que atravessam gerações e sobrevivem na memória popular, recriando em quadrinhos o clima das histórias que ganham vida no boca a boca da cidade.

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[Onomatopeia Entrevista] HHHH! Luckas Iohanathan: Da beleza do que não é dito ao que sobra das pessoas

Luckas Iohanathan vem construindo uma trajetória sólida no cenário dos quadrinhos nacionais. Sua obra é marcada por narrativas autorais e emocionalmente intensas em que se destacam seu traço bem particular, a atmosfera melancólica e a construção psicológica dos personagens.

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[Resenha] A rabeca da liberdade

Escrita e desenhada por Antonieto Pereira, A Rabeca da Liberdade (2020) transforma em narrativa gráfica a trajetória de Fabião das Queimadas, personagem histórico da cultura popular potiguar conhecido como repentista, rabequeiro e poeta autodidata. Nascido escravo no sertão do Rio Grande do Norte, Fabião encontrou na música e na poesia instrumentos de resistência e ascensão social, alimentando o sonho de conquistar a própria liberdade, algo que parecia inalcançável para um homem negro submetido à escravidão no século XIX.

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[Resenha] Jesuíno Brilhante

Jesuíno Brilhante (publicada originalmente em 1987) transforma em narrativa gráfica a trajetória da figura homônima, lendária do sertão nordestino, frequentemente lembrada como um cangaceiro de rígido código de honra e senso particular de justiça. Com roteiro de Emanoel Amaral e desenhos divididos entre o próprio Amaral, Aucides Sales e Luiz Elson, a obra procura reconstituir episódios marcantes da vida do personagem, especialmente sua intensa rivalidade com a família Limão, além dos anos de perseguições, emboscadas e confrontos armados pelo interior potiguar.

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[Resenha] Os Black – The Black Album

Os Black – The Black Album (2018), de Mario Rasec, é uma HQ de humor adulto que transforma estereótipos, preconceitos e polêmicas em combustível para uma sucessão de histórias curtas tão absurdas quanto debochadas. Misturando humor ácido, estética underground e referências diretas à cultura do black metal, a obra acompanha o trio formado por “Black Vomit”, “Hell Storm” e “Fat Butcher”, personagens que vivem situações cotidianas atravessadas pelo imaginário do chamado “metal extremo”.

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Edmar Viana: o humor gráfico como retrato do cotidiano potiguar

Poucos artistas conseguiram transformar o cotidiano potiguar em matéria-prima para crítica, humor e reflexão com tanta precisão quanto Edmar Viana. Chargista, cartunista e quadrinista, Edmar foi um dos nomes fundamentais do humor gráfico produzido no Rio Grande do Norte, construindo uma obra marcada pela síntese visual, pela ironia afiada e pela capacidade de enxergar humanidade mesmo nos cenários mais duros da vida urbana.

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[Resenha] Extraordinariamente Notáveis nº1

A proposta de Extraordinariamente Notáveis nº 1 (2026), com roteiro de Beto Potyguara e arte de Wolclenes Freitas e Anderson Gomes, parte da ideia tão ambiciosa quanto instigante de reimaginar figuras históricas brasileiras como integrantes de uma sociedade secreta que atua nos bastidores para moldar os rumos do país. O conceito, assim como a própria equipe, já havia dado as caras em Os Notáveis e Outras Histórias (2011), mas aqui ganha escopo para se estruturar como algo maior.

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[Resenha] Quando os Anjos Queimaram

Quando os Anjos Queimaram (2016) é uma daquelas HQs que não se contentam apenas em contar uma história, ela quer provocar sensações. Com roteiro de Marcos Guerra, desenhos de Marcos Garcia e arte-final de Carlos Alberto, a obra mergulha em uma Natal alternativa, devastada por um improvável ataque nazista na década de 1940.

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[Resenha] De volta para onde você pertence

No melhor estilo das HQs que equilibram crítica social e entretenimento, De volta para onde você pertence (2024), com roteiro de Caio Martins, desenhos de Jeff Dênis e arte-final de Carlos Alberto, é uma ficção científica que vai além do espetáculo visual para tocar em conflitos bem reais do mundo do trabalho.

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