Em Carcará, Nó Cego (2025), Beto Potyguara (roteiro e arte) revisita o universo do cangaceiro que estrelou sua primeira HQ [Carcará, Cabra pió num há] para contar sua origem com irreverência e inventividade visual. A história começa com uma premissa fantástica e espirituosa: “No dia que o Pai entristecido com o mundo deu as costas para o homem por apenas um segundo” um pacote vindo direto do inferno é confundido com os bebês do céu e levado por uma cegonha descuidada até a Terra. De dentro do embrulho infernal, surge um menino com uma peixeira em punho, que toma as rédeas do próprio destino e se embrenha na caatinga, deixando um rastro de confusão e fama no “mundo da bandidage”.
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