[Resenha] Coletânea Potiguar de Quadrinhos

A Coletânea Potiguar de Quadrinhos (2016) se apresenta como um panorama expressivo da produção de HQs no Rio Grande do Norte, reunindo obras de estilos, gêneros e propostas bastante distintas. A coletânea aposta justamente na diversidade: do intimismo existencial à ficção científica política, do horror místico à sátira de super-heróis, passando pela crítica social e pelo resgate histórico.

Continuar lendo [Resenha] Coletânea Potiguar de Quadrinhos

[Resenha] Cactus para o jantar

Nem todo quadrinho começa com um encontro fofo ou uma faísca romântica. Cactus para o jantar (2018), de Gabriel Dantas, faz o caminho inverso e já abre com um término (seco, direto e desconfortável), como muitos são na vida real. A garota pede uma definição para o relacionamento; a resposta vem em forma de ruptura. O garoto ainda tenta a saída padrão, o famoso “vamos continuar amigos”, prontamente recusado. Esse mal-estar inicial não é só um ponto de partida narrativo: ele dá o tom de uma história interessada em afetos desalinhados, expectativas frustradas e vínculos que raramente se equilibram dos dois lados.

Continuar lendo [Resenha] Cactus para o jantar

[Resenha] Marieta – Do litoral ao sertão

Marieta – Do litoral ao sertão (2025), com roteiro de José Veríssimo e Jú Veríssimo e arte de José Veríssimo, acompanha a vovó Marieta, ao lado da inseparável Netinha e do simpático alienígena Etzinho, numa jornada que atravessa biomas do Rio Grande do Norte em busca de um tesouro misterioso deixado pelo tio Zé, um ex-explorador que, já idoso, deseja passar adiante um legado de preservação ambiental.

Continuar lendo [Resenha] Marieta – Do litoral ao sertão

[Resenha] Maturi – Especial 40 Anos

Maturi – Especial 40 Anos (2016) é uma edição comemorativa que celebra não apenas a longevidade da revista, mas também sua função como laboratório criativo, espaço de resistência editorial e vitrine do quadrinho potiguar. Reunindo autores de diferentes gerações, estilos e temáticas, a HQ funciona como panorama de quatro décadas de produção local, trazendo histórias curtas que dialogam com identidade, crítica social, humor, memória e patrimônio cultural. O resultado é uma coletânea heterogênea que assume suas diferenças estéticas como parte de sua força editorial.

Continuar lendo [Resenha] Maturi – Especial 40 Anos

[Resenha] Historinhas Peregrinas  

A coletânea Historinhas Peregrinas (2024), assinada por Marcos Guerra em parceria com artistas como Victor Negreiro, Natália Medeiros e Lu Vanessa, reúne narrativas curtas que exploram o fantástico, o poético e o cotidiano sob um olhar sensível e inventivo. As Histórias em Quadrinhos que compõem o volume têm em comum o gosto pela simplicidade das situações e o modo como transformam pequenas histórias em parábolas sobre o tempo, a imaginação e o autoconhecimento. 

Continuar lendo [Resenha] Historinhas Peregrinas  

[Resenha] As Sátiras em Quadrinhos de Zé Areia 

Na HQ As Sátiras em Quadrinhos de Zé Areia (2013), o artista Carlos Alberto resgata as histórias irreverentes de uma das figuras mais emblemáticas do folclore urbano natalense: José Antônio Areia Filho, o Zé Areia. Inspirada em um personagem real que viveu em Natal e que ganhou notoriedade na cidade na primeira metade do século XX, a obra retrata um sujeito boêmio, astuto e improvisador, cujos traços o consagraram no imaginário popular como símbolo do típico “malandro nordestino” que sobrevive com engenhosidade e bom humor. 

Continuar lendo [Resenha] As Sátiras em Quadrinhos de Zé Areia 

[Resenha] Carcará, Nó Cego

Em Carcará, Nó Cego (2025), Beto Potyguara (roteiro e arte) revisita o universo do cangaceiro que estrelou sua primeira HQ [Carcará, Cabra pió num há] para contar sua origem com irreverência e inventividade visual. A história começa com uma premissa fantástica e espirituosa: “No dia que o Pai entristecido com o mundo deu as costas para o homem por apenas um segundo” um pacote vindo direto do inferno é confundido com os bebês do céu e levado por uma cegonha descuidada até a Terra. De dentro do embrulho infernal, surge um menino com uma peixeira em punho, que toma as rédeas do próprio destino e se embrenha na caatinga, deixando um rastro de confusão e fama no “mundo da bandidage”.

Continuar lendo [Resenha] Carcará, Nó Cego

O RN nos quadrinhos de Maurício de Sousa – Marcio Coelho, Williandi e a presença potiguar no projeto MSP

A Turma da Mônica, criação do cartunista Mauricio de Sousa, atravessa gerações encantando crianças e adultos com histórias bem-humoradas, personagens cativantes e suas aventuras no Bairro do Limoeiro. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali compõem o núcleo central da série, mas o universo criado por Mauricio vai muito além: personagens como Chico Bento, Turma da Mata, Astronauta, Piteco, Penadinho e Horácio protagonizam aventuras em diferentes contextos, tempos e territórios (da roça ao espaço sideral, da pré-história ao mundo espiritual).

Continuar lendo O RN nos quadrinhos de Maurício de Sousa – Marcio Coelho, Williandi e a presença potiguar no projeto MSP

[Resenha] Cabramacho

Cabramacho Nº1(1974), revista editada por Lindberg Revoredo, com colaboração de Aucides Sales, Anchieta Fernandes, Emanoel Amaral, Enoch Domingos e Reinaldo Azevedo, se apresenta como uma obra satírica e crítica, que utiliza o humor para entreter, mas também para expor contradições sociais e intelectuais por meio de histórias curtas. Com personagens que transitam entre o cômico e o trágico, a narrativa evidencia a disparidade entre diferentes realidades e questiona valores culturais e comportamentais enraizados.

Continuar lendo [Resenha] Cabramacho

[Resenha] Fingindo que não passei o dia inteiro pensando em você

O quadrinho Fingindo que não passei o dia inteiro pensando em você (2024), de Gabriel Dantas, é uma obra que equilibra humor e sensibilidade, explorando uma gama de emoções humanas com sutileza e criatividade. Trata-se de uma coletânea de tirinhas que transita entre o cotidiano e o existencial, abordando temas como amor, timidez, solidão, decepções e declarações, sempre com uma perspectiva carregada de empatia e identificação.

Continuar lendo [Resenha] Fingindo que não passei o dia inteiro pensando em você

[Resenha] Podemos nos despedir só amanhã?

Podemos nos despedir só amanhã? (2023) é uma HQ que simboliza o talento de Gabriel Dantas para criar tirinhas que misturam humor, afeto e uma boa dose de melancolia. A coletânea reúne tirinhas do autor, trazendo personagens de universos distintos que exploram temas universais com sensibilidade e leveza. Com uma narrativa visual simples, mas carregada de significado.

Continuar lendo [Resenha] Podemos nos despedir só amanhã?

[Resenha] Um dia eu volto para buscar estas memórias

Um dia eu volto para buscar essas memórias (2022), de Gabriel Dantas, é uma coletânea de tirinhas que passeiam por um universo de personagens cativantes e inusitados. Com uma abordagem leve e ao mesmo tempo reflexiva, o autor reúne alienígenas, coelhos, vampiras, um certo Mr. Sapo e diálogos românticos que, juntos, compõem um panorama de temas e situações que variam entre o humor, o absurdo e o poético.

Continuar lendo [Resenha] Um dia eu volto para buscar estas memórias