Carcará é um cangaceiro fictício do sertão nordestino criado pelo professor, roteirista e quadrinista Beto Potyguara. Protagonista de histórias que dialogam com a literatura de cordel e com o imaginário da cultura popular, o personagem atravessa narrativas marcadas por pelejas improváveis com figuras históricas e folclóricas. Irreverente e valente, Carcará vive aventuras que misturam humor, poesia rimada e o espírito fantástico do sertão.
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[Resenha] Bicho Bom
Com roteiro de Beto Potyguara, arte de Yuri Pablo e capa de May Santos, Bicho Bom é uma distopia que mistura humor, crítica social e sátira de gênero. Em um futuro devastado por sucessivas pandemias e pela cisão entre elites econômicas e os chamados “párias”, a humanidade foi drasticamente reduzida. A história se passa em Nordesterra, último reduto habitável, onde emergiram feras evoluídas de aparência humanoide que passaram a rivalizar com os remanescentes humanos.
Continuar lendo [Resenha] Bicho Bom[Resenha] Coletânea Potiguar de Quadrinhos
A Coletânea Potiguar de Quadrinhos (2016) se apresenta como um panorama expressivo da produção de HQs no Rio Grande do Norte, reunindo obras de estilos, gêneros e propostas bastante distintas. A coletânea aposta justamente na diversidade: do intimismo existencial à ficção científica política, do horror místico à sátira de super-heróis, passando pela crítica social e pelo resgate histórico.
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Nem todo quadrinho começa com um encontro fofo ou uma faísca romântica. Cactus para o jantar (2018), de Gabriel Dantas, faz o caminho inverso e já abre com um término (seco, direto e desconfortável), como muitos são na vida real. A garota pede uma definição para o relacionamento; a resposta vem em forma de ruptura. O garoto ainda tenta a saída padrão, o famoso “vamos continuar amigos”, prontamente recusado. Esse mal-estar inicial não é só um ponto de partida narrativo: ele dá o tom de uma história interessada em afetos desalinhados, expectativas frustradas e vínculos que raramente se equilibram dos dois lados.
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Marieta – Do litoral ao sertão (2025), com roteiro de José Veríssimo e Jú Veríssimo e arte de José Veríssimo, acompanha a vovó Marieta, ao lado da inseparável Netinha e do simpático alienígena Etzinho, numa jornada que atravessa biomas do Rio Grande do Norte em busca de um tesouro misterioso deixado pelo tio Zé, um ex-explorador que, já idoso, deseja passar adiante um legado de preservação ambiental.
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Maturi – Especial 40 Anos (2016) é uma edição comemorativa que celebra não apenas a longevidade da revista, mas também sua função como laboratório criativo, espaço de resistência editorial e vitrine do quadrinho potiguar. Reunindo autores de diferentes gerações, estilos e temáticas, a HQ funciona como panorama de quatro décadas de produção local, trazendo histórias curtas que dialogam com identidade, crítica social, humor, memória e patrimônio cultural. O resultado é uma coletânea heterogênea que assume suas diferenças estéticas como parte de sua força editorial.
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A coletânea Historinhas Peregrinas (2024), assinada por Marcos Guerra em parceria com artistas como Victor Negreiro, Natália Medeiros e Lu Vanessa, reúne narrativas curtas que exploram o fantástico, o poético e o cotidiano sob um olhar sensível e inventivo. As Histórias em Quadrinhos que compõem o volume têm em comum o gosto pela simplicidade das situações e o modo como transformam pequenas histórias em parábolas sobre o tempo, a imaginação e o autoconhecimento.
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Na HQ As Sátiras em Quadrinhos de Zé Areia (2013), o artista Carlos Alberto resgata as histórias irreverentes de uma das figuras mais emblemáticas do folclore urbano natalense: José Antônio Areia Filho, o Zé Areia. Inspirada em um personagem real que viveu em Natal e que ganhou notoriedade na cidade na primeira metade do século XX, a obra retrata um sujeito boêmio, astuto e improvisador, cujos traços o consagraram no imaginário popular como símbolo do típico “malandro nordestino” que sobrevive com engenhosidade e bom humor.
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Em Carcará, Nó Cego (2025), Beto Potyguara (roteiro e arte) revisita o universo do cangaceiro que estrelou sua primeira HQ [Carcará, Cabra pió num há] para contar sua origem com irreverência e inventividade visual. A história começa com uma premissa fantástica e espirituosa: “No dia que o Pai entristecido com o mundo deu as costas para o homem por apenas um segundo” um pacote vindo direto do inferno é confundido com os bebês do céu e levado por uma cegonha descuidada até a Terra. De dentro do embrulho infernal, surge um menino com uma peixeira em punho, que toma as rédeas do próprio destino e se embrenha na caatinga, deixando um rastro de confusão e fama no “mundo da bandidage”.
Continuar lendo [Resenha] Carcará, Nó CegoO RN nos quadrinhos de Maurício de Sousa – Marcio Coelho, Williandi e a presença potiguar no projeto MSP
A Turma da Mônica, criação do cartunista Mauricio de Sousa, atravessa gerações encantando crianças e adultos com histórias bem-humoradas, personagens cativantes e suas aventuras no Bairro do Limoeiro. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali compõem o núcleo central da série, mas o universo criado por Mauricio vai muito além: personagens como Chico Bento, Turma da Mata, Astronauta, Piteco, Penadinho e Horácio protagonizam aventuras em diferentes contextos, tempos e territórios (da roça ao espaço sideral, da pré-história ao mundo espiritual).
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Cabramacho Nº1(1974), revista editada por Lindberg Revoredo, com colaboração de Aucides Sales, Anchieta Fernandes, Emanoel Amaral, Enoch Domingos e Reinaldo Azevedo, se apresenta como uma obra satírica e crítica, que utiliza o humor para entreter, mas também para expor contradições sociais e intelectuais por meio de histórias curtas. Com personagens que transitam entre o cômico e o trágico, a narrativa evidencia a disparidade entre diferentes realidades e questiona valores culturais e comportamentais enraizados.
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O quadrinho Fingindo que não passei o dia inteiro pensando em você (2024), de Gabriel Dantas, é uma obra que equilibra humor e sensibilidade, explorando uma gama de emoções humanas com sutileza e criatividade. Trata-se de uma coletânea de tirinhas que transita entre o cotidiano e o existencial, abordando temas como amor, timidez, solidão, decepções e declarações, sempre com uma perspectiva carregada de empatia e identificação.
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