[Resenha] Carcará, Nó Cego

Em Carcará, Nó Cego (2025), Beto Potyguara (roteiro e arte) revisita o universo do cangaceiro que estrelou sua primeira HQ [Carcará, Cabra pió num há] para contar sua origem com irreverência e inventividade visual. A história começa com uma premissa fantástica e espirituosa: “No dia que o Pai entristecido com o mundo deu as costas para o homem por apenas um segundo” um pacote vindo direto do inferno é confundido com os bebês do céu e levado por uma cegonha descuidada até a Terra. De dentro do embrulho infernal, surge um menino com uma peixeira em punho, que toma as rédeas do próprio destino e se embrenha na caatinga, deixando um rastro de confusão e fama no “mundo da bandidage”.

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Traços de sangue e resistência: o cangaço nas Histórias em Quadrinhos do Rio Grande do Norte

O cangaço, fenômeno social que marcou o Nordeste brasileiro entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, tem sido uma rica fonte de inspiração para a cultura popular, inclusive nas Histórias em Quadrinhos. O interesse por essa temática nos quadrinhos do Rio Grande do Norte é um reflexo da complexidade e do fascínio que o cangaço exerce sobre as pessoas.

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[Onomatopeia Entrevista] BOOM! Beto Potyguara: explorando os quadrinhos e suas infinitas possibilidades

Dos quadros de tiras e páginas de gibis para a sala de aula. Esse é o caminho pelo qual o professor[1] Beto Potyguara tem levado o debate sobre temas e elementos das Histórias em Quadrinhos, bem como suas possíveis aplicações pedagógicas. Além  de educador, Beto é cartunista e roteirista com colaborações em diversas publicações e tem militado em diferentes frentes, atuando como um fomentador da sétima arte; promovendo eventos, palestras e cursos que ajudam a popularizá-la e possibilite o surgimento de um novo público leitor.

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