Nos bastidores da publicidade natalense dos anos 1970, entre mesas de prancheta e películas reaproveitadas, nasceu a primeira animação do Rio Grande do Norte. Um projeto modesto, mas carregado de inventividade, criado por Marcelo Mariz e Edmar Viana, dois profissionais da comunicação visual que nunca haviam feito nada parecido.
Continuar lendo Luz, câmera, animação: O primeiro desenho animado do Rio Grande do NorteCategoria: Matéria
Eudetenis: A dupla potiguar que conquista o mundo dos mangás
Os mangás são uma forma de expressão artística profundamente enraizada na cultura japonesa. Isso não impede que, cada vez mais artistas ao redor do mundo deem mostra que essa linguagem visual pode ultrapassar fronteiras e dialogar com diferentes culturas. Um exemplo é a dupla potiguar Eudetenis, formada pela ilustradora Giovana e pelo roteirista Paulo Serafim. Com um trabalho autoral consistente, repleto de identidade e sensibilidade, eles vêm ganhando destaque internacional e mostrando que o mangá também pode ter sotaque brasileiro.
Continuar lendo Eudetenis: A dupla potiguar que conquista o mundo dos mangásO RN nos quadrinhos de Maurício de Sousa – Marcio Coelho, Williandi e a presença potiguar no projeto MSP
A Turma da Mônica, criação do cartunista Mauricio de Sousa, atravessa gerações encantando crianças e adultos com histórias bem-humoradas, personagens cativantes e suas aventuras no Bairro do Limoeiro. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali compõem o núcleo central da série, mas o universo criado por Mauricio vai muito além: personagens como Chico Bento, Turma da Mata, Astronauta, Piteco, Penadinho e Horácio protagonizam aventuras em diferentes contextos, tempos e territórios (da roça ao espaço sideral, da pré-história ao mundo espiritual).
Continuar lendo O RN nos quadrinhos de Maurício de Sousa – Marcio Coelho, Williandi e a presença potiguar no projeto MSPTraços de sangue e resistência: o cangaço nas Histórias em Quadrinhos do Rio Grande do Norte
O cangaço, fenômeno social que marcou o Nordeste brasileiro entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, tem sido uma rica fonte de inspiração para a cultura popular, inclusive nas Histórias em Quadrinhos. O interesse por essa temática nos quadrinhos do Rio Grande do Norte é um reflexo da complexidade e do fascínio que o cangaço exerce sobre as pessoas.
Continuar lendo Traços de sangue e resistência: o cangaço nas Histórias em Quadrinhos do Rio Grande do NorteUm herói, diferentes gerações – Os potiguares que desenharam O Fantasma
Na longa e rica história das Histórias em Quadrinhos, poucos personagens se tornaram tão icônicos e mantiveram uma presença tão relevante quanto O Fantasma (The Phantom). Com o passar dos anos, o vigilante mascarado ganhou as páginas de revistas e conquistou o coração de inúmeros fás mundo afora e diversos artistas colaboraram com o duradouro legado do “Espírito-Que-Anda”, entre eles se encontram os desenhistas potiguares Evaldo Oliveira e Wendell Cavalcanti.
Continuar lendo Um herói, diferentes gerações – Os potiguares que desenharam O FantasmaO cânone dos quadrinhos potiguares segundo Anchieta Fernandes
Na introdução do livro Ler Quadrinhos, Reler Quadrinhos RN (2011), o jornalista, pesquisador e poeta Anchieta Fernandes, apresentou as Histórias em Quadrinhos que considerava as mais influentes na produção oriunda do estado e que para ele constituíam o “cânone dos quadrinhos potiguares”.
Continuar lendo O cânone dos quadrinhos potiguares segundo Anchieta FernandesA arte dos quadrinhos – Um papo com Marcelo Bolshaw
Muitas pessoas se iniciaram pelo mundo da leitura com os quadrinhos. No Brasil, a Turma da Mônica deve ter sido esse pontapé inicia, mas, com o passar do tempo, as pessoas vão se distanciando dos quadrinhos. “É coisa de criança”, provavelmente alguém já disse isso.
Continuar lendo A arte dos quadrinhos – Um papo com Marcelo Bolshaw“O Fogo Através dos Tempos”: Poti e a primeira História em Quadrinhos do RN
No ano de 1959 foi dado o “pontapé inicial” na produção de Histórias em Quadrinhos no Rio Grande do Norte. Coube a um potiguar, conhecido pelo apelido “Poti”, a responsabilidade de delinear os primeiros quadros de um nativo do estado na imprensa local. O Fogo Através dos Tempos, série de tiras criada por José Potiguar Pinheiro, narrando a descoberta e a conquista do fogo pelo homem, marcou a estreia de um autor de HQs locais na mídia do RN.
Continuar lendo “O Fogo Através dos Tempos”: Poti e a primeira História em Quadrinhos do RNGrupehq: 50 anos do movimento precursor dos quadrinhos no RN
Em 1971, Natal sediou a 1ª Exposição Norteriograndense de Histórias em Quadrinhos, evento que se tornou um marco decisivo para a consolidação da nona arte no Rio Grande do Norte. A iniciativa não apenas reuniu artistas e entusiastas, como também deu origem ao Grupo de Pesquisa e Histórias em Quadrinhos (Grupehq), coletivo responsável por impulsionar a produção local de HQs e por revelar sucessivas gerações de quadrinistas potiguares.
Continuar lendo Grupehq: 50 anos do movimento precursor dos quadrinhos no RNEpopéia Potiguar: uma revista do Atelier Central
Epopéia Potiguar foi uma revista independente vinculada ao Atelier Central e, por consequência, ao Grupehq, lançada em Natal em outubro de 1983. A publicação era composta majoritariamente por histórias de aventura e ficção científica e teve quatro edições lançadas entre 1983 e 1984. Todas foram editadas por Carlos Alberto Oliveira, conhecido como “Galego”, criador do herói Asa Pisquê, personagem que se consolidou como a principal atração da revista.
Continuar lendo Epopéia Potiguar: uma revista do Atelier CentralMaturi: uma revista que deu frutos
Em março de 1976 era lançada em Natal a revista Maturi[1], tradicional publicação voltada às Histórias em Quadrinhos que marcou a trajetória das artes sequenciais no Rio Grande do Norte. Criada por Aucides Sales[2] e Enoch Domingos[3] com inspiração em quadrinhos europeus como a Metal Hurlant e a narrativa subversiva de criadores undergrounds como Robert Crumb, a Maturi tinha um viés satírico e era repleta de críticas sociais e políticas, além de um humor bem particular.
Continuar lendo Maturi: uma revista que deu frutos“Eu sou o Batman” – Dickson Tavares joga uma luz sobre o Cavaleiro das Trevas
Na fictícia Gotham, existe um vigilante que age nas sombras levando os criminosos à justiça, usando um traje de morcego e sem que as pessoas saibam da sua identidade. Não é mistério para ninguém que Batman é um fenômeno da comunicação desde seu surgimento nas histórias em quadrinhos, quando apareceu pela primeira vez na revista Detetive Comics 27, de 1939, com desenhos de Bob Kane e roteiro de Bill Finger. Há mais de oitenta anos, o personagem povoa o imaginário de crianças, jovens e adultos, com encarnações apresentadas em desenhos animados, video games, séries de TV e filmes; sempre com grande sucesso, se fortalecendo como mito e o mais popular super-herói da atualidade.
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