[Resenha] Protocolo Laila – Os Viajantes das Dunas

O temor e o fascínio da humanidade por histórias que narram ou prenunciam seu fim é algo antigo. Desde milhares de anos, mitos e textos religiosos aludem a cataclismos que dariam fim à passagem da espécie pela Terra. Com o passar do tempo, esses mitos foram atualizados e o homem deixou de ser apenas a vítima dos desígnios e juízos de forças superiores para ser o responsável por sua extinção de forma mais ativa, seja através de ações equivocadas relacionadas à aplicação abusiva da tecnologia ou má gestão de recursos naturais. Esse mote é recorrente em obras de ficção científica desde a origem o gênero.

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[Resenha] Eni Guimá – As Pedras do Poder

Em Eni Guimá – As Pedras do Poder (2021), História em Quadrinhos com roteiro e desenhos de Wanderline Freitas, três criminosos invadem o museu de Gota City e roubam três pedras mágicas. Munidos das relíquias, os malfeitores partem para longe da metrópole a fim de dominar os dons concedidos pelas rochas e iniciar uma ascensão rumo às suas ambições de poder. Algum tempo depois, o detetive Eni Guimá segue o rastro dos larápios e a ele se juntam seu parceiro habitual, o super-herói Urubu Man, e o desconhecido Ran Zinza (também conhecido como “Fede Fede”), um residente local com queixas contra a tríade e que decide acompanhá-los.

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[Onomatopeia Entrevista] POTÓF! A ascensão de Wendell Cavalcanti: de fã a desenhista de seu herói favorito

Wendell Cavalcanti conseguiu aquilo que toda criança aspirante a quadrinista sonha: desenhar as HQs de seu personagem preferido. “desenhava o Fantasma em meu caderno vezes sem conta, a todo o momento. Hoje posso fazer isso profissionalmente”, comenta. Desde 2019, quando estreou na história The Phantom Requiem, o artista tem contribuído para a manutenção do longevo mito do Fantasma (The Phantom), herói cujas aventuras precedem ao surgimento dos super-heróis, e que foi primordial para Wendell em sua juventude.

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[Resenha] Auto da Catingueira em Quadrinhos

Auto da Catingueira em Quadrinhos (2017), realizada por Marcos Guerra, é uma adaptação da ópera homônima do compositor baiano Elomar Figueira Mello. Dividido em cinco cantos (“Da Catingueira”, “Dos Labutos”, ‘Das visage e Das Latumia”, “Do Pidido” e “Das Violas Da Morte”), o texto relata a história de Dassanta, uma moça de origem humilde, dotada de uma beleza que a torna alvo de cobiça dos homens e inveja das mulheres, e cuja vida virou lenda.

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O legado de Moacy Cirne, o mais influente pesquisador das HQs no Brasil

Moacy da Costa Cirne (1943-2014) foi um jornalista, professor, poeta visual e maior pesquisador das histórias em quadrinhos no Brasil, autor de diversos livros sobre o tema e um dos fundadores do movimento Poema/processo.

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[Resenha] A Parteira

A Parteira (2021), História em Quadrinhos de Milena Azevedo (roteiro) e José Veríssimo (arte), conta a história de Dite, uma mulher que tem como sina prestar assistência aos partos que ocorrem no local em que vive, o Vale do Vento Dourado. A atuação da parteira, no entanto, não se dá simplesmente por escolha ou vocação, à protagonista foi conferido um dom/maldição, que se manifesta na forma de um sentido especial que lhe alerta sobre nascimentos a serem consumados, o que torna o ato de trazer crianças ao mundo um fardo.

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[Resenha] O Fantasma do Fandom (e outras coisas do meio)

O Fantasma do Fandom (e outras coisas do meio) (2019) é uma História em Quadrinhos de Renata Nolasco, que discute a cultura do fandom e a produção de fanfics como espaço para o desenvolvimento, divulgação e revelação de novas escritoras e roteiristas. A HQ não procura contar a história dos personagens, mas usar estes para passar uma mensagem e defender uma ideia.

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Enoch Domingos: artista multifacetado e pai das HQs undergrounds no RN

Enoch Domingos é um músico, compositor, artista plástico, poeta e escritor nascido em Recife (PE), mas que firmou raízes e atingiu a maturidade artística na capital do Rio Grande do Norte. Nascido em 10 de outubro de 1947, Enoch Domingos da Cruz se lançou à vida artística aos 13 anos, circulando com seu violão por bares, bailes e casas noturnas, e encarando todas as dificuldades que essa escolha lhe impunha.  

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[Resenha] Flecha Ligeira – A Grande Prova

A Grande Prova, História em Quadrinhos (publicada na revista Flecha Ligeira nº 101, de 1966) com texto e desenhos de Evaldo Oliveira, começa com Raposa Negra agredindo Águia Branca, respectivamente guerreiros das tribos Shoshone e Dakota. Flecha Ligeira, que passava pela região e se deparou com a cena, separa a briga e declara: “um verdadeiro guerreiro não ataca ninguém pelas costas”. A hostilidade entre os guerreiros era motivada pela proximidade de um evento conhecido como “a grande prova”, uma competição, que ocorre após a quarta lua cheia do ano, com o objetivo de reconhecer o guerreiro mais forte entre todas as tribos da região. Raposa Negra estava decidido a eliminar parte da concorrência antes mesmo do inicio do torneio.

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[Resenha] O Ataque de Lampião à Mossoró

Existem histórias que marcam a memória de um povo de tal forma que são elevadas ao status de lenda, passando a ser contadas e recontadas de tempos em tempos. Essas narrativas consagram (para o bem ou para o mal) heróis e vilões e se tornam parte do imaginário popular. Quanto mais controverso o personagem, mais intrigantes parecem ser os relatos sobre essa figura, não é por acaso que a biografia e desventuras de Virgulino Ferreira, o temido cangaceiro “Lampião”, sejam matéria-prima para obras de diferentes mídias.

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Grupehq: 50 anos do movimento precursor dos quadrinhos no RN

Em 1971, Natal sediou a 1ª Exposição Norteriograndense de Histórias em Quadrinhos, evento que se tornou um marco decisivo para a consolidação da nona arte no Rio Grande do Norte. A iniciativa não apenas reuniu artistas e entusiastas, como também deu origem ao Grupo de Pesquisa e Histórias em Quadrinhos (Grupehq), coletivo responsável por impulsionar a produção local de HQs e por revelar sucessivas gerações de quadrinistas potiguares.

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[Resenha] Silvestre

Silvestre (2019) é uma História em Quadrinhos escrita e ilustrada por Wagner Willian. Publicada pela editora Darkside, a obra foi vencedora do Prêmio Jabuti (no ano de 2020) na categoria História em Quadrinhos. A história, dividida em três capítulos (Seguia o rastro de um raro animal, A celebração, O apressado come cru), transita entre a fantasia e o terror e acompanha um velho caçador que vive solitário em uma cabana e tira da floresta seus meios de subsistência.

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