[Resenha] 1817 – A Revolução Republicana no Rio Grande do Norte

Há histórias que precisam ser desenterradas e revisitadas para que tenham seu sentido compreendido pelas novas gerações. 1817 – A Revolução Republicana no Rio Grande do Norte (2011) parte exatamente desse gesto simbólico; a HQ se inicia em 1995, na Igreja Matriz de Natal, quando um grupo de pesquisadores escava o local em busca dos ossos de André de Albuquerque Maranhão que ali teria sido sepultado. Esse recurso de enquadramento contemporâneo funciona como gatilho para um longo flashback histórico, que passa a reconstruir os acontecimentos que levaram André de Albuquerque de líder revolucionário a mártir de uma revolta fracassada.

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[Resenha] Maturi – Especial 40 Anos

Maturi – Especial 40 Anos (2016) é uma edição comemorativa que celebra não apenas a longevidade da revista, mas também sua função como laboratório criativo, espaço de resistência editorial e vitrine do quadrinho potiguar. Reunindo autores de diferentes gerações, estilos e temáticas, a HQ funciona como panorama de quatro décadas de produção local, trazendo histórias curtas que dialogam com identidade, crítica social, humor, memória e patrimônio cultural. O resultado é uma coletânea heterogênea que assume suas diferenças estéticas como parte de sua força editorial.

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[Resenha] O dia que Natal mudou o mundo em quadrinhos

O dia que Natal mudou o mundo em quadrinhos (2024), História em Quadrinhos com roteiro de Luiz Elson e arte de Carlos Alberto, revisita um dos episódios mais marcantes da história potiguar e brasileira: a transformação de Natal durante a Segunda Guerra Mundial, a partir da instalação da base aérea de Parnamirim e da presença de tropas norte-americanas na região. A obra procura mostrar não apenas o impacto geopolítico do período, consolidado pelo encontro entre Getúlio Vargas e Franklin Roosevelt em 1943, mas também as mudanças sociais, econômicas e culturais que alteraram o cotidiano da população local.

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[Resenha] A Grande Aventura de Moacy Cirne em Quadrinhos

A Grande Aventura de Moacy Cirne em Quadrinhos (arte/roteiro de Luiz Elson e arte final de Carlos Alberto) não é apenas uma homenagem ao pesquisador e jornalista Moacy Cirne, mas uma imersão em seu universo intelectual e criativo. Misturando memória e ficção, a obra transita entre fatos biográficos e referências à sua produção acadêmica, tornando o próprio Cirne protagonista e narrador de sua história.

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Traços de sangue e resistência: o cangaço nas Histórias em Quadrinhos do Rio Grande do Norte

O cangaço, fenômeno social que marcou o Nordeste brasileiro entre o final do século XIX e a primeira metade do século XX, tem sido uma rica fonte de inspiração para a cultura popular, inclusive nas Histórias em Quadrinhos. O interesse por essa temática nos quadrinhos do Rio Grande do Norte é um reflexo da complexidade e do fascínio que o cangaço exerce sobre as pessoas.

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[Resenha] Maturi nº 5

Maturi nº5 (2011) é uma coletânea de Histórias em Quadrinhos que explora a cultura, lendas e costumes do Rio Grande do Norte, revelando conflitos de perspectiva sobre hábitos, crenças e estilos de vida. Por meio de sete tramas distintas, desde narrativas cotidianas até contos fantasiosos com elementos sobrenaturais, os quadrinhos abordam temas como mudança social, inversão de valores, divergências geracionais, convivência entre opostos e respeito às tradições locais.

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[Resenha] Maturi nº4

Maturi nº4 (2010) é uma revista em quadrinhos que apresenta uma coletânea de histórias focadas em explorar aspectos diversos da história, cultura, folclore e do modo de vida do povo potiguar; em narrativas criadas por vários artistas.

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Aucides Sales: a História do RN passada a limpo em Quadrinhos

Aucides Sales é um desenhista, artista plástico, professor e uma das mais proeminentes figuras da cena das artes gráficas e da cultura do Rio Grande do Norte. Membro do Grupo de Pesquisa e Histórias em Quadrinhos (Grupehq) desde a década de 1970, Sales foi um grande fomentador das HQs locais, sendo cocriador de publicações que ajudaram a manter ativa a produção das artes sequenciais norte-rio-grandenses e por apresentar narrativas e personagens que ajudaram a moldar uma identidade e linguagem própria para os gibis do estado.

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[Resenha] Labareda – Um cangaceiro de Lampião

Labareda – Um cangaceiro de Lampião (2011) apresenta uma sequência de Histórias em Quadrinhos[1]escritas e ilustradas por Luiz Elson[2], relatando as aventuras do bandoleiro que nomeia a publicação. Dividida em oito capítulos (publicados originalmente entre 1982 a 1985 nas revistas Epopeia Potiguar e Maturi) a série narra os feitos e infortúnios vívidos por Labareda desde os eventos que serviram como ponto de virada em sua vida, sua adesão ao movimento do cangaço, até seus violentos confrontos com os agentes da lei.

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[Resenha] Maturi nº 2

Luís da Câmara Cascudo (1898 – 1986) foi um dos mais ilustres potiguares, tendo marcado a cultura brasileira com sua vasta e valorosa contribuição para os estudos do folclore e dos costumes populares. Cascudo foi um estudioso que transitou por diferentes áreas de conhecimento e deixou uma obra referência na pesquisa de diversos aspectos históricos e sociais do povo brasileiro. Por esses e outros motivos, a figura do folclorista é amplamente celebrada não apenas em solo potiguar. É com essa proposta que a Maturi nº 2 (2010), revista publicada pelo Grupo de Pesquisa e Histórias em Quadrinhos (Grupehq), dedica sua edição integralmente a homenagear[1] a obra e os causos eternizados pelo folclorista.

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[Resenha] Maturi – Edição Especial

Durante as décadas de 70 e 80, a revista Maturi foi a publicação independente que ajudou a manter a chama dos quadrinhos potiguares acesa, funcionando como um laboratório para experimentação de ideias em um período de repressão e censura; sendo o veículo que ajudou a moldar uma identidade norte-rio-grandense nas HQs e consistiu numa referência do gênero, sempre calcado num humor irônico que bebeu de diferentes fontes, mas que manteve um DNA próprio.

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[Onomatopeia Entrevista] SKATAPLOFT! A arte “K-ótica” (e poética) de Marcos Guerra

“Eu queria que o nosso caos fosse um caos verdadeiro, um caos que escapasse aos limites dos quadrinhos conhecidos, para apostar em um experimentalismo, em poesia visual, em poesia concreta”, explica Marcos Guerra (roteirista, quadrinista, ilustrador e professor) sobre a ideia de fugir do lugar-comum nas Histórias em Quadrinhos.

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