Maturi nº3 (2010), revista publicada pelo Grupo de Pesquisa e Histórias em Quadrinhos (Grupehq), apresenta uma coletânea de histórias produzidos por vários autores. A edição, assim como as que a antecedem, trata de temas universais, explorando os sonhos, os desafios, os medos, sabores e desgostos da vida, mas revestindo esses aspectos com as cores, sotaques, ritmos e linguagens típicas do povo potiguar.
Continuar lendo [Resenha] Maturi nº 3[Resenha] Maturi nº 2
Luís da Câmara Cascudo (1898 – 1986) foi um dos mais ilustres potiguares, tendo marcado a cultura brasileira com sua vasta e valorosa contribuição para os estudos do folclore e dos costumes populares. Cascudo foi um estudioso que transitou por diferentes áreas de conhecimento e deixou uma obra referência na pesquisa de diversos aspectos históricos e sociais do povo brasileiro. Por esses e outros motivos, a figura do folclorista é amplamente celebrada não apenas em solo potiguar. É com essa proposta que a Maturi nº 2 (2010), revista publicada pelo Grupo de Pesquisa e Histórias em Quadrinhos (Grupehq), dedica sua edição integralmente a homenagear[1] a obra e os causos eternizados pelo folclorista.
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As memórias, crenças, costumes e cultura de uma região revelam profundamente a identidade de seu povo. Nesse sentido, histórias que envolvem esses elementos essenciais desempenham um papel fundamental na construção de um imaginário compartilhado. À medida que tais narrativas são disseminadas e adotadas, elas enriquecem o patrimônio simbólico, obtendo uma influência cada vez mais poderosa. É exatamente com essa perspectiva em mente que a revista Maturi se posiciona, dando voz a histórias e personagens que interagem de maneira significativa com as particularidades linguísticas e culturais dos habitantes do Rio Grande do Norte.
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Durante as décadas de 70 e 80, a revista Maturi foi a publicação independente que ajudou a manter a chama dos quadrinhos potiguares acesa, funcionando como um laboratório para experimentação de ideias em um período de repressão e censura; sendo o veículo que ajudou a moldar uma identidade norte-rio-grandense nas HQs e consistiu numa referência do gênero, sempre calcado num humor irônico que bebeu de diferentes fontes, mas que manteve um DNA próprio.
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Kika e a estrela encantada (2022) é uma história em quadrinhos/cordel sinalizado com roteiro de Klícia Campos e arte de Beto Potyguara. Na história ambientada em Teixeira, cidade localizada no sertão da Paraíba, Kika é uma adolescente surda que vive com seu avô Felinto e que, por sua dificuldade de se comunicar e compreender o mundo da mesma forma que os ouvintes, se sente deslocada e curiosa por conhecer e entender as manifestações artísticas e culturais da região (como a música, as danças e a literatura de cordel).
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Eni Guimá é um personagem cômico criado, em 1996, pelo artista plástico, caricaturista e ilustrador Wanderline Freitas, para o livro ilustrado O Assassino de um milhão de dólares. Na história, o detetive é contatado para esclarecer um assassinato e disputar com outros investigadores a recompensa milionária oferecida para aquele que solucioná-lo.
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Os gatos de Ulthar (2020), é uma História em Quadrinhos de Leander Moura que adapta o centenário conto homônimo de H. P. Lovecraft. Além da adaptação, a obra conta com o ensaio Cães e gatos, texto em que Lovecraft declara toda sua admiração pelos felinos e suas características.
Continuar lendo [Resenha] Os gatos de UltharO cânone dos quadrinhos potiguares segundo Anchieta Fernandes
Na introdução do livro Ler Quadrinhos, Reler Quadrinhos RN (2011), o jornalista, pesquisador e poeta Anchieta Fernandes, apresentou as Histórias em Quadrinhos que considerava as mais influentes na produção oriunda do estado e que para ele constituíam o “cânone dos quadrinhos potiguares”.
Continuar lendo O cânone dos quadrinhos potiguares segundo Anchieta Fernandes[Resenha] Ladrões de mundos
Ladrões de Mundos (2022), História em Quadrinhos de ficção científica escrita e ilustrada por Mario Rasec, apresenta uma aventura ambientada em um universo estéril em recursos naturais e economicamente dependente de elementos extraídos de outros mundos. Nesse contexto, o Sino de Criação, agência responsável por criar e explorar universos, é comandado pelo Bispo Supremo, figura que acumula os papéis de líder religioso e executivo corporativo. Suas operações são executadas por clones identificados por códigos, e não por nomes, inteiramente dedicados a cumprir suas funções de forma mecânica e impessoal.
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A Insustentável Vida das Abelhas (2022), revista em quadrinhos escrita e desenhada por Gabriel Dantas, apresenta uma série de histórias curtas protagonizadas por um casal de abelhas. As histórias acompanham momentos cotidianos que ilustram as aspirações, inseguranças e momentos ternos entre os personagens, cujas cenas e diálogos resultam em situações cômicas.
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Ler Quadrinhos, Reler Quadrinhos RN (2011) é um livro teórico de Anchieta Fernandes acerca das Histórias em Quadrinhos. A obra reúne o ensaio Desenhistas Potiguares (caricatura e quadrinhos) e os artigos Do Pererê aos Quadrinhos Norte-rio-grandenses e Literatura & Quadrinhos (Do verbal ao iconográfico).
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Traduzir um texto exige mais do que domínio da linguagem: implica interpretar e adaptar o material de referência de modo que as ideias e intenções do autor sejam preservadas, sem descaracterizar a obra ou transformá-la em algo completamente distinto. Quando o texto de origem é cercado por mistérios (e até por uma suposta maldição), o processo se torna ainda mais instável, podendo gerar, a cada nova tentativa, resultados radicalmente diferentes. Essa premissa serve como ponto de partida para O Reinado de Carcosa (2022), História em Quadrinhos com roteiro de Marcos Guerra e arte de Will Silva, inspirada no clássico O Rei de Amarelo, de Robert W. Chambers.
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